Ato Cirúrgico

Existe uma coisa que você precisa saber sobre cirurgia...


Em poucas palavras, a cirurgia é uma forma de TRATAMENTO.

Ela pode ser classificada de acordo com determinados contextos:


⚜️ Salvar vida- É a CIRURGIA DE EMERGÊNCIA.

Risco de morte iminente. Deve ser feita imediatamente sob pena do paciente vir a falecer caso não a realize.


⚜️ Intervir numa situação clínica em que a permanência da doença implica em risco de vida. É a CIRURGIA DE URGÊNCIA. Deve ser feita em até 24 hs.


⚜️ Melhorar ou curar doenças ou alterações físicas que comprometam a saúde ou o funcionamento normal do corpo, mas que não impliquem no risco de vida em curto prazo. Essas são as CIRURGIAS ELETIVAS.

Fazendo parte desse grupo estão as cirurgias plásticas reparadoras.


⚜️ Nesse grupo vou elencar as cirurgias plásticas estéticas, que são eletivas, mas em contraste com o grupo anterior, apesar de serem realizadas no corpo físico, tem resultado muito maior na mente, no psicológico, pois devolve todas as "autos" possíveis: auto-estima, auto-confiança...


Ocorre que o ATO CIRÚRGICO e o ATO ANESTÉSICO NÃO são isentos de risco.


Portanto, existe uma equação que, de um lado avalia um risco cirúrgico, ou seja, o que pode advir de negativo para determinado organismo que se submeta à cirurgia. Do outro lado da equação também tem risco: o risco que o paciente tem de morrer ou de ter seu quadro clínico piorado em relação ao atual CASO não se submeta à cirurgia.


Repare que os dois lados da equação tem risco, mas a incógnita sempre aponta para o lado do MENOR RISCO.


O risco cirúrgico é uma estratificação de risco para a cirurgia, e baseia-se em múltiplas variáveis, mas de forma resumida, tenta identificar alterações clínicas que estão desajustadas (como pressão arterial elevada, glicose alta, alterações na coagulação do sangue, enter outras) que não necessariamente tem a ver com a condição que está motivando a cirurgia, MAS que pode impactar diretamente durante a realização do ato cirúrgico e anestésico, e mesmo no pós operatório.


Com excessão das cirurgias de emergência que tem que ser feitas de imediato, as demais cirurgias podem e DEVEM aguardar o tempo necessário para a sua realização sob menor risco. Nesse tempo serão tomadas medidas diagnósticas ou terapêuticas visando corrigir as alterações porventura encontradas.


O que dizer portanto da CIRURGIA PLÁSTICA ESTÉTICA ?


A condição a ser tratada NÃO está relacionada à perda de saúde do corpo e nem a alterações que interfiram no seu perfeito funcionamento.


Portanto, sua realização está indicada para pacientes hígidos (aqueles sem nenhuma alteração clínica) ou aqueles que, apesar de portadores de alterações clínicas, tem as mesmas corrigidas para fazer a cirurgia.


Não custa lembrar que as correções realizadas NO CENTRO CIRÚRGICO visando a compensação do paciente para suportar uma cirurgia só se justificam nas cirurgias de emergência, e portanto NÃO SE APLICAM para pacientes eletivos de cirurgia plástica estética.


Dra. Vanessa Rosadas Théme

52-65613-5


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